PEED

As PEED são uma consequência das mudanças no hábito alimentar ocorridas após a domesticação. A adição de alimento concentrado e a menor oferta de forragem diminuíram o tempo de ingestão e estimularam movimentos mastigatórios mais verticais, promovendo alterações no desgaste dentário (BAKER, 2002). O aparecimento dessas pontas é definido como a principal alteração odontológica dos equinos e normalmente é relatado pelos proprietários pelas manifestações agudas apresentadas pelo animal, como dificuldade no treinamento, perda de peso, dificuldade mastigatória e salivação excessiva.

Segundo PAGLIOSA et al. (2004), as PEED formam-se, respectivamente, na borda vestibular e lingual da superfície oclusal dos dentes pré-molares e molares maxilares e mandibulares, devido à anisognatia, aumentando o ângulo de oclusão dos dentes pré-molares e molares. Há relação anormal entre os dentes superiores e inferiores podendo causar formações pontiagudas, como excesso de pontas de esmalte, bicos,ganchos e desnivelamento, como rampas e degraus.

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Para o diagnóstico da PEED é necessário a inspeção visual com auxilio de espéculo oral e fotóforo para regiões mais caudais das fileiras dentárias. Para tratá-la é necessário o nivelamento e ajuste, pois podem machucar as partes moles da boca, causar problemas nas articulações têmporo-mandibulares, propiciar estresse dental que leva a fraturas e desconforto do animal durante a mastigação e durante o trabalho (PLAGIOSA et al., 2004).

Caso as pontas dentárias sejam negligenciadas, elas podem eventualmente envolver toda a superfície oclusal, formando um ângulo de oclusão íngreme, superior a 45º. Na permanência das pontas dentárias, ocorrerá obstrução mecânica, impedindo o movimento “lado a lado” da mandíbula, o que tornará a mastigação cada vez menos eficiente. Provavelmente equinos acometidos acumulem comida entre as laterais dos dentes pré-molares e molares e as bochechas, cautelosamente para proteger as bochechas das pontas dentárias presentes nos pré-molares e molares da arcada maxilar. Entretanto, tal acúmulo pode ocasionar infecções periodontais secundárias, agravamento de problemas orais e halitose (DIXON, 2005).

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Referencias Bibliográficas:

  • VIEIRA, Anderson Roberto Assunção. Distúrbios de comportamento, desgaste anormal dos dentes incisivos e cólica em equinos estabulados no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas – Exército Brasileiro, Brasília – DF. 2006. 47 p. Dissertação (Mestrado em Medicina Veterinária). Universidade Federal de Viçosa, Viçosa – MG, 2006.
  • DIXON, P. M.; TREMAINE, W. H.; PICKLES, H.; KUHNS, L.; HAWE, C.;
    McCANN, J.; McGORUM, C.; RAILTON, D. I.; BRAMMER. Equine dental disease
    part 4: a long-term study of 400 cases: apical infections of cheek teeth. Equine
    Veterinary Journal, London, v. 32, p.182–194. 2000.
  • DIXON, P. M.; TREMAINE, W. H.; PICKLES, K. Equine dental disease part
    I: A long-term study of 400 cases: disorders of incisor, canine and first premolar
    teeth. Equine Veterinary Journal, London, v. 31, 1999, p. 369-377.
  • DIXON, P.M. Removal of equine dental overgrowths. Equine veterinary
    education, v. 12, (2), p. 68- 91, 2000.
  • DIXON, P.M.; DACRE, I. A review of equine dental disorders, The
    Veterinary Journal. London, v.169. p.165–187, 2005.

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